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Relatório de Atividades do SGIFR 2025

10 jul 2026

O desafio já não está em definir uma nova estratégia, mas em manter o rumo definido em 2017 e acelerar a execução do novo paradigma SGIFR, reforçando a cooperação, que é essencial, entre Administração Central, Regional e Local (autarquias), empresas, associações, proprietários e comunidades locais.

“…Por todos”.

O Relatório de Atividades do SGIFR relativo a 2025 evidencia que a reforma iniciada  após 2017 continua a produzir resultados consistentes, mas demonstra igualmente, com transparência, que persistem desafios estruturais na prevenção dos incêndios rurais.
Este relatório agrega a informação reportada pelas entidades do Sistema Integrado, a quem a AGIF agradece o seu empenho.
Em 2025, Portugal registou 8.252 incêndios rurais, o terceiro valor mais baixo desde 2001, representando uma redução de 16% face à média de 2018-2024 e de cerca de 65% relativamente ao período 2001-2017.
Apesar de 2025 ter sido o quinto ano meteorologicamente mais severo desde 2001, com 29 dias consecutivos de perigo "Máximo", "Extremo" ou "Excecional", o impacto médio da área ardida no período pós-2017 continua 43% inferior ao registado antes da reforma.
O Relatório mostra, assim, que o principal desafio do sistema deixou de ser o elevado número de ocorrências e passou a concentrar-se na prevenção e gestão de um número reduzido de incêndios extremos: apenas 44 incêndios foram responsáveis por cerca de 91% da área ardida nacional, exigindo uma resposta cada vez mais centrada na adaptação às alterações climáticas, na transformação do território na antecipação do risco.
O Relatório evidencia igualmente progressos relevantes na execução da estratégia nacional. Em 2025, a implementação do Programa Nacional de Ação atingiu 53%, foram executados cerca de 196 mil hectares de gestão de combustível, ultrapassando a meta anual, encontravam-se em execução 62 Operações Integradas de Gestão da Paisagem, abrangendo aproximadamente 100 mil hectares e um investimento superior a 180 milhões de euros, e os programas Aldeia Segura Pessoas Seguras e Condomínio de Aldeia passaram a abranger 2.386 aglomerados.
O investimento global do SGIFR atingiu 600 milhões de euros, o segundo valor mais elevado desde o início do Programa Nacional de Ação, sendo 54% da despesa aplicada em prevenção, confirmando a mudança estrutural do sistema.
O próprio Relatório identifica, contudo, áreas onde importa acelerar decisivamente a implementação: a transformação do território e a valorização económica dos espaços rurais, com incentivos financeiros, também fiscais, que premeiem quem gere; a recuperação de áreas ardidas e a expansão da silvicultura preventiva, do pastoreio extensivo e do uso do fogo bom; a execução dos Programas Municipais de Execução e a mobilização dos proprietários; o reforço da sustentabilidade financeira do sistema; e a qualificação dos meios especializados para responder aos incêndios de comportamento extremo.

Por um Portugal protegido de incêndios rurais graves.